NSU RO 80 (1969-1977)

O Alemão Felix Wankel, especialista em motores de válvulas rotativas. Trabalhou ainda antes da guerra para a Daimler-Benz e para a BMW.
Válvulas rotativas
Válvulas rotativas

Depois da guerra fundou em Lindau a sua própria empresa, e aí começou a trabalhar em válvulas rotativas e em sistemas de sobrealimentação.
ELEGANCIA
ELEGANCIA

Em 1954, a NSU, então uma pequena empresa dedicada a produção de motos e a Wankel iniciaram um acordo de colaboração, que deu os primeiros frutos com a aplicação de um compressor mecânico nas motos NSU. Mais tarde em 1957, foi testado o primeiro motor Wankel, um 125cc a 4 tempos que atingia as 15.000 rpm, e que tinha como principais características as suas dimensões reduzidas e a ausência de vibrações. Apesar de ter alguns problemas, por volta de 1960, a patente foi vendida a fabricantes como a Curtiss-Wright, Daimeler-Benz, Citroen, MAN, Krupp, Deutz, Perkins, Rolls-Royce, Fichtel & Sachs e a pequena japonesa Toyo Kogyo, a ainda desconheçida produtora dos carros Mazda. Todos iniciaram programas de pesquisa sobre o motor, mas a NSU foi a primeira a decidir produzi-lo.

A pequena empresa Neckarsulm (NSU) iniciou a produção em 1957 com o Prinz, com um motor de 2 cilindros montado na traseira, pouco depois em 1960 utilizou a base do Prinz para criar um coupé chamado Sport Prinz, vestido com uma elegante carroçaria Bertone, que construíra também uma versão Spider do Sport Prinz.

A NSU pensava que um modelo tão exclusivo seria uma boa maneira de lançar o motor Wankel em produção limitada. Chamado Wankel Spider, causou grande sensação no salão de Frankfurt de 1963. A sua capacidade era de 498cc e dispunha de um único rotor, mas a Federação Internacional do Automóvel decidiu, que, para efeitos oficiais, essa cilindrada deveria ser multiplicada por dois, a fim de possibilitar uma comparação justa com os motores convencionais, ficando a sua capacidade oficial registada como 996cc. Com 64 CV o Wankel Spider atingia os 151 km/h.


Até então as aplicações dos motores Wankel tinham sido efectuadas em modelos já existente. Quando em 1967 a NSU apresentou, no salão de Frankfurt, o RO 80, a admiração foi geral. Com um estilo muito atraente e avançado o RO 80 estabeleceu novos padrões estéticos e iniciou uma nova moda que continuaria muito depois da década e 70. Para além de utilizar um motor inovador e original tecnicamente, dois rotores Wankel que proporcionavam 115CV e 180km/h, a NSU tirou vantagem das dimensões compactas dos motores Wankel o que permitiu uma boa distribuição do peso e um baixo centro de gravidade decisivo para o excelente comportamento em estrada do NSU que, aliás, viria a ser eleito carro do ano em 1968.

Apesar de diversas tentativas da Mercedes e da Citroen, o RO 80 acabou por ser o único carro com motor Wankel a ser produzido em série. Mesmo com um relativo insucesso, manteve-se em produção até ao final de 1976. Seis anos depois da Volkswagen ter adquirido a NSU e a ter incorporado na Audi. Quando a produção do RO parou a Mazda passou a ser o único produtor de automóveis com motores rotativos.
INTERIORES MODERNOS
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COMPLEXIDADE DO MOTOR
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