Mercedes-Benz 180

Breve historial


O W120 - Denominação interna para o Mercedes-Benz 180 -
seria apresentado no salão de Frankfurt em 1953, sem grande aceitação do público! Era considerado demasiado moderno, de linhas demasiado vanguardistas
para o que a "clássica" Mercedes teria habituado o "fans"!!! Claro que houve quem aplaudisse o salto quântico que era alcançado ao apresentar este,
fabuloso, modelo!- o mais pequeno da sua gama!!!!
De carroçaria angulosa que, sem perder o chassis cruciforme
tradicional, eliminava os até então inevitáveis guarda-lamas fundido-os na linha contínua dos seus lados. Este tipo de carroçaria - Pontão- entrara na
Alemanha com modelos como o Borgward Hansa, em 1949, e um ano mais tarde com o Fiat 1400, ambos rivais do Mercedes 180. A fidelidade às linhas clássicas
era algo que se esperava da Mercedes, logo este novo design significava um grande avanço na conquista do mercado, primeiramente na Alemanha e logo a
seguir internacional. Com a Gama 180, a Mercedes torna-se um dos grandes produtores de automóveis do pós-Guerra.

A
Evolução


O 170 ´continuava a ser produzido com tecnologia de antes da II Grande Guerra. O chassis e a carroçaria eram separados
e o motor de 4 cilindros já acusava alguma idade.
Os Fiat, Renault, Ford e Opel já montavam mecanicas modernas com válvulas à cabeça. Já para não
dizer que o 170 era mais caro que um Opel Kapitain de 6 cilindros!
Estava na hora de Inovar!
Em Maio de 1952, apresentam-se quatro maquetas do
futoro 180 de modo a que o comité directivo escolher a versão dfiniiva. Só uma tinha a moderna carroçaria com a linha tipo pontão; os outros
assemelhavam-se ao Mercedes 300, embora numa escala reduzida. Foi escolhido o primeiro, desenvolvido por Hans Scherenberger e pelo seu braço direito,
Josef Müller. Os primeiros testes dinâmicos, realizaram-se, porém, com um modelo parecido com o 300. Só um mês antes da apresentação final ao público é
que decidiram a denominação finaldo modelo, anteriormente previsto com a mesma denominação do seu antecessor,
170.
O 180 foi o primeiro Mercedes com carroçaria autoportante. Um subchassis auxiliar em forma de U na
parte dianteira, fixo ao chassis com silentblocs para reduzir as vibrações da carroçaria autoportante. Uma estrutura de peças de aço prensado
soldadaaos travessões laterais e transversais permitia pôr de lado o tradicionalchassis em X. O resultado é um conjunto de chássis rígido e seguro com
uma vantagem acrescida: pesa menos 70 Kg que o chassis do 170.
O subchassis auxiliar do 180 tem mais duas vantagens: a sua montagem em série é muito
mais simples, pois todo o conjunto é montado a partir de baixo facilitando a sua reparação pelas mesmas razões.
A direcção técnica sob o comando de
Fritz Nallinger deu especial atenção à segurança. A construção com barras laterais oferecia uma grande resistência no caso de eventuais choques de lado.
Permitia, também, outras versões no futuro, como descapotável e pick-up.
O lançamento do 180 estava previsto para 1953, e, embora tivesse sido
pensado um motor de 6 cilindros e 1,8 litros, não havia tempo para a industria alemã satisfazer todas as necessidades de maquinaria; Sendo assim a
direcção da Mercedes tomou uma decisão: montar o motor do 170 S e a caixa de velocidades do 220, apenas com a finalidade de não atrasar nem um mês a
apresentação. Só 2 anos e meio é que motor de 1800cc(previsto para este modelo) apareceu, e foi no modelo 190- apresentado em Maio de 1956.


Mercedes = Conforto

A Carroçaria moderna apresentava um
habitáculo com capacidade para quatro ou cinco passageiros. O porta-bagagem tinha um tampo descaído, até ao pára-choques. Todas as peças abaixo da linha
da cintura, os pára-choques, guarda-lamas e outros encontram-se aparafusados à carroçaria - facilitando a sua substituição.
A Grelha do radiador está
unida ao capot, e ao abrir para cima não se torna muito práctico - muitos foram os que acabaram por bater com a cabeça na dita
Grelha.
O tablier de baquelite e couro artificial oferece uma instrumentação completa com
relógio, velocímetro, conta-quilómetros, indicador de temperatura, manómetro de óleo e nível de gasolina.
Três meses depois da apresentação do 180,
chegou a versão com o motor do 170 D. Um motor robusto e durável, bastante apreciado pelos taxistas, devido ao seu baixo consumo e grande resistência.
Apesar de contar apenas com 40Cv, a velocidade máxima era de 112 km/h e acelerava de 0 a 100 em apenas 39 segundos. Conseguia fazer centenas de milhares
de quilómetros sem pedir rectificações de cilindros nem substituição de segmentos, e, houve unidades que superaram o milhão de quilómetros mantendo-se
em funcionamento.
Evolução Constante


Em 1957, o 180a recebia o motor do
190( apresentado 1 ano antes). Este bloco com válvulas à cabeça rendia 65 CV (75 no 190 por causa do uso do carburador duplo) substituindo-se
definitivamente o tectracilíndrico lateral cuja construção datava de antes da Guerra. A partir de Abril de 1958, dotou-se o 180 de ventiladores nas
janelas diânteiras, e um ano depois, com a denominação de 180b, adoptou um radiador menos elevado e mais plano, que obrigou a mdificar mais peças do que
as previstas. Com a última evolução (180c), que aconteceu entre Junho de 1961 e Outubro de 1962, só se alterou o comando das válvulas. A versão a
gasóleo, 180Db, recebia os aperfeiçoamentos equivalentes em 1958.
Em 1959 aparece a nova linha básica da Mercedes com evidentes alterações no estilo
das carroçarias. A partir de 1961, muniu-se o 180 Dc com o novo motor de 2 Litros de curso reduzido e 48 Cv a 3800 rpm. Em 9 anos a Mercedes vendera 152
983 unidades com um motor a gasóleo (mais 81 938 que o 190 D)e 118 234 com motor a gasolina (mais 89 808 que o 190). Para comparar, vale a pena citar as
153 475 unidades fabricadas do 170 no pós-guerra.

Este belíssimo exemplar pertence a um coleccionador das Ilhas.

Outro 180 em óptimo estado que pertence a um coleccionador
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