Renault 5 (1972-1984)

O SUBSTITUTO DO R4


O Renault 5 era um carro que combinava um conceito muito francês com uma vocação internacional. Em França seguia-se a tradição de que os carros pequenos eram ferramentas utilitárias e não símbolos de estatuto. A gama do R5 começou por uma versão equipada com um motor de apenas 782cc, sendo limitado em termos de potência, o que obrigou a alterar as relações de caixa para lidar com a condução do dia-a-dia.

O Interior era maioritariamente de plástico, mas quando se considerava que um dos carros de maior sucesso do pós-guerra era o Citren 2CV, desenhado para ser "um quatro lugares e um chapéu-de-chuva"; o "Cinq" era uma máquina sofisticada. Mas a França era mais do que agricultores com orçamento reduzido e havia um mercado de exportação a considerar. Assim, o resto da gama R5 oferecia mais potência e mais conforto. A gama ia desde o motor de 845cc com 36 CV até ao 1100cc com 43 CV. E qualquer um dos motores encontrava-se montado longitudinalmente atrás do eixo dianteiro tal como no R16.
Personificava o espirito jovem
Personificava o espirito jovem
O anterior R6 utilizava um chassis auxiliar à frente combinado com uma plataforma para suportar o motor e a suspensão, mas o R5 tinha uma carroçaria monobloco mais resistente. A característica principal era o conceito "hatchback" com destaque para a quinta porta.
Os trofeus R5 eram de uma competitividade Extraordinária.
Os trofeus R5 eram de uma competitividade Extraordinária.
Para minimizar os custos de manutenção foram pela primeira vez utilizados paneis da carroçaria fabricados em materiais mais leves e fáceis de reparar que a chapa. Por exemplo, os pára-choques eram de fibra de vidro pré-impregnada, uma técnica desenvolvida para os Renault 15 e 17 e concebidos para resistir a impactos a 7,25km/h sem causar danos. O R5 utilizava uma suspensão com barra de torção e a sua grande distância entre eixos (2,43m) era a maior da classe levando as rodas para as extremidades do carro.
Em 1976,a Renault lançou o seu novo modelo pelo mercado americano, onde passado pouco tempo, um génio do "marketing" da altura ao chamar de "le Car" ao pequeno R5 tornou-o num "best seller" de vendas chegando a ocupar o 18º lugar no ranking de vendas dos EUA. Um resultado notável para um carro tipo miniatura vindo da Europa. O modelo esteve nas linhas de produção entre 1972 e 1984 e foram feitos mais de 33000 unidades, dando um enorme contributo para o crescimento da Renault.
À medida que o tempo passava, o R5 foi sofrendo algumas melhorias. O motor cresceu para 1289cc com 58CV enquanto que nos seus últimos anos, 1980 foi introduzida uma versão de 1397cc com 51 cv. No entanto ainda foi criado um 5 mais potente. No salão de Paris de 1978, a Renault apresentou um protótipo todo concebido para ralis.
Neste modelo seu motor era central.
Neste modelo seu motor era central.
Tinha um motor de 200cv turbo-comprimido de 1397cc - montado na traseira e com tracção às rodas de trás capaz de alcançar uma velocidade máxima de 200km/h. Em 1975 ainda foi introduzida a versão de 5 portas bem como novos motores, nomeadamente o 1108cc, que consumia apenas 4,9litros aos 100km a uma velocidade constante de 90km/h e 6,3 aos 100km no tráfego citadino. Com a gama 5, a Renault criou um modelo tão versátil nas cidades como nas pistas.
Jean Ragnoti foi um dos grandes pilotos da Renault
Jean Ragnoti foi um dos grandes pilotos da Renault
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